Nova Política Estadual de Saneamento fortalece regionalização e amplia ações para universalização dos serviços no Espírito Santo
Projeto de lei atualiza legislação estadual, reforça a
atuação da MRAE/ES e cria novas diretrizes para ampliar investimentos e
melhorar os serviços de saneamento em todo o Estado.
O Espírito Santo deu mais um passo rumo
à universalização do saneamento básico com a apresentação do Projeto de Lei nº
174/2026, que institui a nova Política Estadual de Saneamento Básico (PESB). A
proposta foi apresentada na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa
e atualiza a legislação estadual vigente desde 2008, alinhando-a ao Novo Marco
Legal do Saneamento e ao modelo de governança regional implantado pela
Microrregião de Águas e Esgoto do Espírito Santo (MRAE/ES).
Elaborado pela Secretaria de Estado de
Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), o projeto consolida a
regionalização como estratégia para ampliar a eficiência dos serviços,
fortalecer a cooperação entre Estado e municípios e acelerar o cumprimento das
metas nacionais de universalização.
Um dos principais destaques da proposta
é o fortalecimento da MRAE/ES, formada pelo Estado e pelos 78 municípios
capixabas, além da previsão de elaboração do Plano Regional de Águas e Esgoto
do Espírito Santo (PRAE-ES), que definirá metas e prioridades de investimentos
para os próximos 20 anos.
A nova política também cria o Sistema
Estadual de Saneamento Básico (SESB), voltado à integração entre municípios,
prestadores de serviços, agências reguladoras e demais instituições do setor,
ampliando a coordenação das ações e investimentos.
Outro diferencial é a atenção às áreas
rurais e aos núcleos urbanos informais, com previsão de apoio técnico e
financeiro aos municípios, fortalecimento das associações comunitárias e
incentivo a soluções adequadas para abastecimento de água e esgotamento
sanitário.
A proposta ainda amplia a atuação do
Estado em ações de drenagem urbana, prevenção de enchentes e adaptação às
mudanças climáticas, promovendo maior integração entre saneamento,
desenvolvimento urbano e gestão de riscos.
“A regionalização representa uma mudança
estrutural na forma de organizar o saneamento, permitindo que municípios de
diferentes portes atuem de maneira integrada na busca pela universalização dos
serviços”, destacou o secretário-geral da MRAE/ES, Sérgio Rabello.
A construção do projeto contou com ampla
participação social, incluindo entrevistas com representantes de instituições
públicas e privadas, oficinas temáticas, audiência pública e consulta pública
que recebeu mais de 130 contribuições da sociedade.
Atualmente,
segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA),
cerca de 81,4% da população capixaba possui acesso à rede de abastecimento de
água e 59,2% à rede coletora de esgoto. Com a nova política, o Estado busca
criar condições para ampliar investimentos, melhorar a qualidade dos serviços e
avançar na universalização do saneamento em todas as regiões capixabas.
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Fernanda Magalhães
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